Como mudar hospedagem do site sem perder dados
Veja como mudar a hospedagem do site com segurança, preservando arquivos, banco, e-mails, SEO e tráfego durante a migração para outro servidor.
Como mudar a hospedagem de um site sem perder arquivos, e-mails ou tráfego
Trocar de hospedagem pode parecer uma operação arriscada. Afinal, o servidor atual pode armazenar não apenas os arquivos do site, mas também banco de dados, contas de e-mail, certificados, configurações de DNS, subdomínios e outras informações importantes.
Por isso, mudar hospedagem do site não deve ser tratado simplesmente como “copiar uma pasta e apontar o domínio para outro lugar”.
Uma migração bem planejada acontece em etapas. Primeiro, você prepara a nova hospedagem. Depois, copia e testa o site. Em seguida, cuida separadamente dos e-mails e dos registros DNS. Somente quando a nova estrutura estiver funcionando é que o tráfego deve ser direcionado para o novo servidor.
Essa estratégia também é recomendada pelo Google para mudanças de infraestrutura sem alteração das URLs: preparar e testar o novo servidor, alterar o DNS, monitorar o tráfego nos dois ambientes e desligar o servidor antigo somente quando ele deixar de receber acessos.
Neste guia, você verá como organizar uma migração com o menor risco possível de indisponibilidade, perda de arquivos, problemas nos e-mails ou impacto desnecessário no tráfego orgânico.
O que acontece quando você muda a hospedagem?
Hospedagem é o ambiente que mantém os arquivos e serviços necessários para seu site funcionar na internet.
Quando você troca de empresa de hospedagem, normalmente passa a utilizar um novo servidor.
Porém, seu domínio pode continuar exatamente o mesmo.
Por exemplo:
Antes:
www.minhaempresa.com.br
Depois:
www.minhaempresa.com.br
O endereço visível para o visitante permanece igual. O que muda é o servidor responsável por entregar aquele conteúdo.
Esse detalhe é importante para SEO.
O Google possui inclusive uma documentação específica para troca de infraestrutura quando as URLs continuam iguais, diferenciando esse processo de uma migração que também altera domínio ou estrutura de endereços.
Mudar hospedagem é diferente de transferir o domínio
Esse é um dos conceitos mais importantes antes de começar.
Você pode:
- mudar apenas a hospedagem;
- transferir apenas o domínio;
- mudar ambos;
- mudar a hospedagem e manter o domínio no registrador atual.
Não existe obrigação de transferir o domínio para a mesma empresa que hospeda o site.
Imagine que o domínio esteja registrado na Empresa A e o site hospedado na Empresa B.
Você pode contratar a Empresa C para hospedar o site e continuar mantendo o domínio registrado na Empresa A.
Nesse caso, normalmente será necessário alterar apenas os registros DNS responsáveis por direcionar o domínio para a nova infraestrutura.
O que precisa ser migrado?
Antes de trocar qualquer configuração, faça um inventário.
Dependendo do projeto, você pode precisar transferir:
| Item | Precisa de atenção? |
|---|---|
| Arquivos do site | Sim |
| Banco de dados | Sim, quando utilizado |
| Imagens e uploads | Sim |
| Configurações do CMS | Sim |
| E-mails | Se estiverem hospedados no provedor atual |
| DNS | Precisa ser revisado |
| SSL/HTTPS | Precisa funcionar no novo ambiente |
| Subdomínios | Se utilizados |
| Cron jobs | Se utilizados |
| Redirecionamentos | Se existentes |
| Backups | Recomendável preservar |
| Configurações PHP | Podem precisar ser reproduzidas |
| Contas FTP/SFTP | Precisam ser recriadas quando necessárias |
Sites diferentes possuem estruturas diferentes.
Por isso, não dependa exclusivamente de uma lista genérica.
Antes de mudar a hospedagem: faça um inventário completo
Entre no painel da hospedagem antiga e anote tudo que está em uso.
Procure por:
- domínio principal;
- domínios adicionais;
- subdomínios;
- bancos de dados;
- contas de e-mail;
- encaminhamentos;
- respostas automáticas;
- registros DNS;
- tarefas agendadas;
- versões PHP;
- certificados;
- redirecionamentos;
- regras personalizadas.
Também identifique serviços externos.
Por exemplo, seu e-mail pode não estar hospedado junto com o site.
Nesse caso, uma alteração inadequada dos registros DNS pode interromper o e-mail mesmo que nenhuma caixa postal seja migrada.
1. Não cancele a hospedagem antiga
Esse é um dos erros mais perigosos.
Não cancele o serviço atual antes de concluir a migração.
Durante determinado período, você provavelmente precisará dos dois ambientes:
Servidor antigo: continua atendendo visitantes.
Servidor novo: recebe a cópia do site e passa pelos testes.
Somente depois da mudança do DNS e da confirmação de que a infraestrutura nova funciona corretamente é que o serviço antigo deve ser encerrado.
O Google orienta manter o ambiente antigo disponível durante a mudança e acompanhar seus logs. A desativação deve acontecer quando você estiver confiante de que usuários e Googlebot estão chegando corretamente à nova infraestrutura e o servidor anterior já não recebe tráfego relevante.
2. Faça um backup completo antes de qualquer mudança
Mesmo que a nova hospedagem ofereça migração automática ou assistida, tenha uma cópia independente.
No mínimo, preserve:
- arquivos;
- banco de dados;
- uploads;
- configurações importantes.
No WordPress, a documentação oficial recomenda copiar tanto os arquivos quanto o banco de dados ao mover uma instalação para outro servidor.
Se os e-mails estiverem no mesmo serviço, eles precisam ser tratados separadamente.
Confirme que o backup realmente existe
Não basta clicar em “backup concluído”.
Confira:
- tamanho do arquivo;
- data da cópia;
- banco de dados incluído;
- arquivos incluídos;
- local onde a cópia foi armazenada.
Idealmente, não deixe sua única cópia dentro da hospedagem que será cancelada.
3. Contrate e prepare a nova hospedagem
Depois de contratar o novo serviço, não altere imediatamente o DNS.
Primeiro prepare o ambiente.
Confira:
- versão PHP compatível;
- banco de dados disponível;
- espaço em disco;
- limites necessários;
- certificado HTTPS;
- suporte ao CMS utilizado;
- versões de banco de dados;
- recursos exigidos pelos plugins ou aplicações.
Se estiver migrando WordPress, observe especialmente a compatibilidade entre:
- WordPress;
- PHP;
- tema;
- plugins.
A migração não é um bom momento para trocar cinco tecnologias ao mesmo tempo.
Se possível, mantenha inicialmente um ambiente semelhante ao anterior e faça mudanças adicionais depois que o site estiver estável.
4. Migre os arquivos
Agora copie os arquivos para o novo servidor.
O método depende das empresas envolvidas.
Pode ocorrer por:
- ferramenta automática;
- plugin de migração;
- FTP ou SFTP;
- gerenciador de arquivos;
- SSH;
- backup restaurado pelo provedor.
Em WordPress, arquivos importantes normalmente incluem a instalação e o conteúdo dentro de wp-content, onde ficam elementos como uploads, temas e plugins.
Entretanto, não faça apenas uma cópia parcial presumindo que o restante pode ser reconstruído.
Use o procedimento adequado para sua instalação.
5. Migre o banco de dados
Sites dinâmicos normalmente dependem de banco de dados.
No WordPress, ele armazena informações como:
- posts;
- páginas;
- comentários;
- usuários;
- configurações;
- dados de plugins;
- opções do tema.
Portanto, copiar apenas os arquivos não representa uma migração completa.
A documentação oficial do WordPress confirma que, ao manter o mesmo domínio e as mesmas URLs em um novo servidor, arquivos e banco de dados precisam acompanhar a instalação. Caso nome, usuário ou credenciais do banco mudem, também será necessário ajustar a configuração correspondente no wp-config.php.
Confira as credenciais
Depois de importar o banco para a nova hospedagem, verifique:
- nome do banco;
- usuário;
- senha;
- servidor do banco.
Esses dados precisam corresponder às configurações da aplicação.
6. Não use apenas a ferramenta Exportar do WordPress como backup completo
O WordPress possui uma ferramenta em:
Ferramentas > Exportar
Ela gera um arquivo WXR com diferentes tipos de conteúdo, incluindo posts, páginas, comentários, campos personalizados, categorias, tags e outros dados suportados.
Essa ferramenta pode ser útil em determinadas migrações.
Entretanto, ela não deve ser confundida automaticamente com uma cópia completa de toda a instalação.
Para uma mudança integral de hospedagem, normalmente é necessário considerar também:
- banco;
- uploads;
- temas;
- plugins;
- configurações;
- arquivos adicionais.
7. Teste o site na nova hospedagem antes de mudar o DNS
Essa é uma das etapas mais importantes.
O novo servidor já deve possuir a cópia do site, mas os visitantes ainda devem chegar ao ambiente antigo.
Agora teste o novo.
Dependendo da hospedagem, isso pode ser feito usando:
- URL temporária;
- domínio temporário;
- alteração local do arquivo
hosts; - recurso de preview do provedor.
A opção disponível varia.
O que testar?
Abra:
- página inicial;
- posts;
- páginas;
- área administrativa;
- imagens;
- formulários;
- pesquisa;
- login;
- downloads;
- menus;
- páginas 404.
Se for uma loja, teste também:
- catálogo;
- produtos;
- carrinho;
- checkout;
- conta do cliente;
- integração de pagamento em ambiente apropriado;
- cálculo de frete quando aplicável.
Não basta abrir a home e concluir que a migração funcionou.
8. Cuidado para o site de teste não ser indexado
Se estiver utilizando um hostname temporário acessível publicamente, evite que ele crie uma segunda versão indexável do seu conteúdo.
O Google recomenda impedir a indexação de ambientes temporários de teste e, antes da mudança definitiva, retirar qualquer bloqueio que impediria o Googlebot de acessar a nova infraestrutura.
Essa parte exige atenção.
Você não quer:
antes da migração: que o site temporário seja indexado.
Mas também não quer:
depois da migração: esquecer um noindex e impedir o site oficial de aparecer corretamente na pesquisa.
Inclua essa verificação no checklist final.
9. Como migrar os e-mails sem perder mensagens
Aqui está uma parte que frequentemente recebe menos atenção do que deveria.
Se suas contas utilizam algo como:
contato@seudominio.com.br
descubra primeiro onde as caixas de e-mail estão hospedadas.
Existem dois cenários principais.
Cenário 1 — E-mail está em um serviço independente
Seu site pode estar na Hospedagem A enquanto o e-mail utiliza outro serviço.
Nesse caso, talvez você não precise migrar nenhuma caixa postal.
Porém, precisa preservar corretamente no DNS os registros relacionados ao e-mail.
Cenário 2 — E-mail está na hospedagem antiga
Nesse caso, você precisará planejar a migração das caixas.
Dependendo dos serviços envolvidos, pode ser possível utilizar:
- ferramenta de migração da nova empresa;
- sincronização IMAP;
- exportação e importação;
- backup específico;
- procedimento fornecido pelos provedores.
Não existe um único método que funcione para todos os serviços de e-mail.
Consulte as ferramentas suportadas pela hospedagem antiga e pela nova.
10. Crie as contas de e-mail no novo serviço antes da mudança
Se os e-mails também serão migrados, não espere alterar o DNS para depois criar:
contato@dominio.com
financeiro@dominio.com
suporte@dominio.com
Crie previamente todas as contas necessárias.
Reproduza também, quando aplicável:
- aliases;
- encaminhamentos;
- respostas automáticas;
- listas;
- filtros.
Confira ainda a capacidade das novas caixas.
Uma conta antiga com grande volume de mensagens pode ultrapassar o armazenamento disponível na nova estrutura.
11. Preserve as mensagens existentes
As caixas do novo servidor provavelmente começarão vazias.
Antes da troca definitiva, copie o histórico necessário.
Confira pastas como:
- Entrada;
- Enviados;
- Rascunhos;
- Arquivados;
- pastas personalizadas.
Não presuma que migrar apenas a caixa de entrada seja suficiente.
Também verifique contatos e calendários caso eles estejam vinculados ao serviço anterior, pois esses dados podem utilizar sistemas separados do e-mail IMAP.
12. Entenda os registros MX antes de alterar o DNS
Registros MX indicam quais servidores devem receber e-mails para determinado domínio.
Ao trocar de hospedagem, existem duas possibilidades:
O e-mail não vai mudar
Preserve os registros responsáveis pelo serviço atual.
O e-mail também vai mudar
Substitua os registros conforme a documentação do novo provedor, no momento planejado para a migração.
Por isso, alterar nameservers sem copiar previamente a zona DNS pode causar um efeito inesperado:
o site funciona, mas os e-mails param de chegar.
Antes de trocar qualquer coisa, registre a configuração atual.
13. Preserve também SPF, DKIM e DMARC quando aplicável
E-mail moderno pode depender de registros DNS adicionais relacionados à autenticação e à política de envio.
Entre eles podem estar:
- SPF;
- DKIM;
- DMARC.
Não copie valores automaticamente sem verificar se continuam válidos no novo ambiente.
Se o servidor de envio mudar, determinadas configurações também podem precisar mudar.
Utilize os valores fornecidos pelo serviço de e-mail efetivamente utilizado.
14. Entenda o DNS antes de fazer a virada
DNS funciona como uma camada que ajuda a direcionar nomes, como:
meusite.com.br
para os serviços correspondentes.
Os registros possuem um valor chamado TTL — Time to Live, que define por quanto tempo determinadas informações podem permanecer armazenadas em cache antes de serem consultadas novamente.
Por causa desses caches, alterações não necessariamente são percebidas simultaneamente por todos os usuários.
É por isso que, durante uma migração, algumas pessoas podem chegar ao servidor antigo enquanto outras já acessam o novo.
15. Reduza o TTL antes da migração quando isso fizer sentido
O Google recomenda considerar a redução do TTL dos registros DNS antes de uma mudança de hospedagem, permitindo que novas configurações sejam percebidas mais rapidamente depois da alteração. A documentação sugere fazer isso com antecedência suficiente, e não minutos antes da migração.
Essa possibilidade depende do provedor DNS.
Não é obrigatório modificar TTL em qualquer migração.
Entretanto, em mudanças planejadas, pode facilitar a transição.
Depois que tudo estiver estável, o TTL pode ser ajustado novamente conforme a estratégia adotada para o domínio.
16. Nameservers ou apenas registros DNS: qual alterar?
Depende de como o domínio está configurado.
Opção 1 — Manter o provedor DNS atual
Você pode alterar somente registros como A, AAAA ou CNAME relevantes para apontar o site para a nova infraestrutura.
Nesse cenário, outros registros permanecem na mesma zona.
Opção 2 — Trocar os nameservers
Nesse caso, outra empresa passa a ser responsável pela zona DNS.
Se escolher essa alternativa, recrie todos os registros necessários na nova zona antes da mudança.
Isso pode incluir:
- registros do site;
- MX;
- SPF;
- DKIM;
- DMARC;
- subdomínios;
- verificações;
- serviços externos.
Não olhe apenas para o registro do domínio principal.
17. Faça a mudança do DNS somente quando o novo site estiver pronto
Essa é a virada propriamente dita.
Antes de alterar:
- arquivos devem estar no novo servidor;
- banco precisa estar importado;
- site precisa funcionar;
- SSL deve estar preparado;
- contas de e-mail devem estar prontas;
- DNS precisa ter sido revisado;
- bloqueios de indexação precisam estar corretamente configurados.
O Google descreve a alteração do DNS como o momento que realmente inicia a mudança de hospedagem, porque o tráfego começa a ser enviado para a nova infraestrutura.
Portanto, o DNS não deve ser a primeira etapa.
É praticamente a última.
18. Evite mudanças de conteúdo durante a janela de migração
Existe um problema conhecido como conteúdo divergente.
Imagine:
- você copia o site às 18h;
- um cliente faz um pedido às 19h no servidor antigo;
- você troca o DNS às 20h;
- o novo servidor possui apenas dados copiados às 18h.
O pedido das 19h não está na cópia.
Esse risco é particularmente importante para:
- lojas virtuais;
- fóruns;
- áreas de membros;
- sites com comentários;
- sistemas de reservas;
- aplicações com formulários e banco de dados em constante mudança.
Nesses casos, é necessário planejar sincronização final ou janela de manutenção adequada.
Migrações de sites muito dinâmicos merecem suporte técnico especializado.
19. Mantenha os dois servidores disponíveis durante a propagação
Depois da alteração DNS, não desligue imediatamente o ambiente antigo.
Alguns usuários ainda podem acessá-lo temporariamente devido a caches DNS.
O Google recomenda acompanhar os logs dos dois servidores durante essa fase. O tráfego deve diminuir progressivamente no antigo e aumentar no novo.
Essa é uma das melhores formas de saber quando a mudança realmente se consolidou.
20. Teste HTTPS no novo servidor
Não presuma que o certificado do servidor antigo foi transferido automaticamente.
Confirme que:
funciona no novo ambiente.
Teste também:
- versão com www;
- versão sem www;
- redirecionamentos;
- páginas internas.
Procure erros de conteúdo misto quando existirem recursos carregados por HTTP.
A implementação varia conforme hospedagem e certificado utilizado.
21. Teste novamente o WordPress depois da troca
No caso de WordPress, abra:
Configurações > Geral
e confira os endereços apenas se houver motivo para suspeitar de configuração incorreta.
Ao trocar somente a hospedagem e manter exatamente o mesmo domínio e URLs, normalmente não há necessidade de alterar os endereços apenas porque o servidor mudou.
A documentação do WordPress diferencia justamente a mudança de servidor mantendo domínio/URLs das migrações que também alteram o endereço do site.
Não altere esses campos aleatoriamente.
Uma configuração errada pode dificultar o acesso ao próprio painel.
22. Verifique links permanentes e erros 404
Navegue por várias páginas.
Se a página inicial funciona, mas posts retornam erro 404, pode existir problema relacionado às regras de URLs do servidor.
No WordPress, revise:
Configurações > Links permanentes
e a configuração correspondente do servidor, quando necessário.
Não mude a estrutura de URL apenas para resolver um problema de migração.
O objetivo é manter os mesmos endereços anteriores.
23. Trocar apenas a hospedagem prejudica o SEO?
Quando URLs, conteúdo e estrutura permanecem iguais, a mudança tende a ser muito mais simples do ponto de vista de SEO do que trocar domínio ou reorganizar todas as URLs.
Entretanto, isso não significa risco zero.
O Google informa que pode ocorrer uma alteração temporária na taxa de rastreamento após uma mudança de infraestrutura. Se o Googlebot não encontrar problemas importantes de acesso ou lentidão, o rastreamento tende a se ajustar ao novo ambiente.
Os principais riscos aparecem quando a migração causa:
- indisponibilidade;
- lentidão extrema;
- erros 5xx;
- páginas ausentes;
- bloqueios ao Googlebot;
noindexesquecido;- recursos quebrados.
Portanto, preservar SEO significa sobretudo preservar acessibilidade, URLs, conteúdo e funcionamento.
24. Confira o Google Search Console
Depois da migração, monitore seu site no Search Console.
Observe:
- indexação;
- inspeção de URLs;
- rastreamento;
- sitemaps;
- páginas com erro.
O Google recomenda explicitamente utilizar Search Console durante mudanças de hospedagem e garantir que o método utilizado para verificar a propriedade continue funcionando depois da migração.
Por exemplo, se sua verificação depende de um arquivo HTML específico, esse arquivo também precisa existir na nova hospedagem.
25. Não use a ferramenta de mudança de endereço só porque trocou de servidor
Se domínio e URLs permanecem exatamente iguais, você está fazendo uma mudança de infraestrutura.
Não é a mesma situação de:
siteantigo.com
para:
sitenovo.com
A ferramenta de mudança de endereço do Search Console está relacionada a determinadas migrações de domínio, não a uma simples troca de servidor mantendo os mesmos endereços.
O próprio Google possui guias separados para essas situações.
26. E se eu mudar domínio e hospedagem ao mesmo tempo?
A complexidade aumenta bastante.
Nesse caso, você deixa de realizar apenas uma mudança de infraestrutura e passa também a alterar URLs.
Será necessário pensar em:
- mapeamento entre URLs antigas e novas;
- redirecionamentos permanentes;
- canonical;
- links internos;
- sitemap;
- Search Console;
- backlinks importantes;
- campanhas;
- URLs presentes em outros canais.
Para migrações com mudança de URL, o Google recomenda preparar um mapeamento e implementar redirecionamentos permanentes relevantes, mantendo-os por um período prolongado; sua orientação atual cita geralmente pelo menos um ano.
Se puder evitar, não combine várias mudanças importantes apenas para economizar uma etapa.
27. Monitore o desempenho depois da migração
Trocar de hospedagem pode mudar significativamente o comportamento técnico do site.
Compare antes e depois:
- tempo de resposta;
- páginas importantes;
- estabilidade;
- uso de CPU;
- memória;
- banco;
- erros;
- logs.
Não confie apenas na sensação de que “parece mais rápido”.
Faça medições em condições equivalentes.
Também observe o site durante horários de maior tráfego, porque alguns problemas de capacidade não aparecem durante testes com uma única pessoa.
28. Teste os formulários
Esse detalhe pode passar despercebido.
Um site pode carregar perfeitamente enquanto seu formulário de contato deixa de enviar mensagens.
Depois da migração:
- envie um formulário real;
- confirme a mensagem de sucesso;
- verifique o recebimento;
- teste resposta quando aplicável;
- confira spam.
Alterações de servidor podem afetar a forma como determinadas mensagens são enviadas.
Faça o teste antes de considerar a migração encerrada.
29. Teste todos os e-mails depois da alteração DNS
Para cada conta importante, teste:
- recebimento externo;
- envio externo;
- resposta;
- webmail;
- cliente de e-mail;
- dispositivos móveis.
Faça testes com contas externas ao domínio.
Não envie:
contato@empresa.com
para:
financeiro@empresa.com
e conclua que tudo funciona.
É importante testar comunicação com serviços externos.
30. Quando cancelar a hospedagem antiga?
Não existe um único número de horas aplicável a qualquer migração.
A melhor estratégia é observar o comportamento real.
Confira:
- DNS;
- logs;
- site;
- e-mails;
- formulários;
- Search Console;
- servidor antigo.
O Google recomenda encerrar a infraestrutura anterior depois que o tráfego nela chegar a zero e você confirmar que a nova infraestrutura está atendendo corretamente usuários e rastreadores.
Se sua hospedagem antiga contém e-mails que ainda não foram migrados, não cancele antes de confirmar a preservação das mensagens necessárias.
Migração automática ou manual: qual escolher?
Depende do projeto.
Migração automática
Pode ser interessante para:
- blogs;
- sites institucionais;
- WordPress comum;
- usuários iniciantes.
Alguns provedores oferecem ferramentas ou serviço assistido.
Migração manual
Pode ser necessária quando existem:
- estruturas personalizadas;
- grandes bancos de dados;
- aplicações próprias;
- servidores VPS;
- configurações específicas.
Migração profissional
Vale considerar quando o site possui alto impacto operacional, como:
- loja com pedidos frequentes;
- plataforma de membros;
- sistema empresarial;
- grande tráfego;
- muitos e-mails;
- infraestrutura complexa.
O custo de uma migração precisa ser comparado ao risco de indisponibilidade ou perda de dados.
Erros comuns ao mudar hospedagem do site
Alguns problemas aparecem repetidamente:
- cancelar a hospedagem antiga antes da hora;
- mudar DNS antes de copiar o site;
- esquecer banco de dados;
- esquecer caixas de e-mail;
- alterar nameservers e perder registros MX;
- não recriar subdomínios;
- esquecer SPF, DKIM ou outros registros necessários;
- não testar HTTPS;
- esquecer
noindexno novo servidor; - migrar loja sem sincronização final;
- modificar URLs sem necessidade;
- não testar formulários;
- não verificar Search Console;
- confiar em um único backup.
Uma migração segura reduz riscos justamente porque trata esses itens separadamente.
Checklist completo para mudar hospedagem do site
Antes da migração:
- faça inventário da hospedagem atual;
- identifique onde o domínio está registrado;
- identifique onde o DNS é administrado;
- descubra onde os e-mails estão hospedados;
- registre a zona DNS atual;
- faça backup dos arquivos;
- faça backup do banco;
- preserve e-mails quando necessário;
- prepare a nova hospedagem;
- verifique compatibilidade.
Na nova hospedagem:
- envie os arquivos;
- importe o banco;
- configure credenciais;
- configure HTTPS;
- recrie e-mails quando necessário;
- migre mensagens;
- recrie configurações importantes;
- teste o site;
- teste formulários;
- teste área administrativa.
Na virada:
- confira DNS;
- preserve registros de e-mail;
- retire bloqueios temporários de indexação aplicáveis;
- altere os registros necessários;
- mantenha o servidor antigo funcionando.
Depois:
- teste o domínio;
- teste páginas internas;
- teste HTTPS;
- teste os e-mails;
- teste formulários;
- monitore logs;
- monitore Search Console;
- verifique erros 404 e 5xx;
- confirme que o tráfego chega ao novo servidor;
- só então encerre o serviço antigo.
Conclusão
É possível mudar hospedagem do site reduzindo muito o risco de perder arquivos, mensagens ou tráfego, mas isso depende mais do planejamento do que da velocidade da migração.
O princípio fundamental é simples: primeiro copie e teste; depois mude o tráfego.
Faça backup dos arquivos e do banco, configure a nova hospedagem, reproduza os serviços necessários e teste tudo antes de alterar o DNS.
Se os e-mails também estiverem na hospedagem antiga, trate essa migração como uma etapa separada. Crie as caixas no novo serviço, preserve o histórico necessário e revise cuidadosamente registros MX e demais configurações DNS relacionadas ao e-mail.
Para SEO, procure manter as mesmas URLs e conteúdo quando o objetivo é apenas trocar de servidor. O Google recomenda preparar a nova infraestrutura previamente, alterar o DNS somente quando ela estiver pronta e monitorar servidores antigo e novo durante a transição.
Por fim, não tenha pressa para cancelar o plano antigo.
Depois da mudança, teste páginas, imagens, HTTPS, formulários, e-mails, WordPress e funcionalidades importantes. Monitore também Search Console e logs do servidor.
Uma migração bem executada não é aquela em que o DNS foi alterado rapidamente.
É aquela em que visitantes praticamente não percebem que o site mudou de servidor.