2º turno em MG: Lula lidera ou empata com Flávio?
Real Time Big Data mostra Lula com 46% e Flávio com 44% no 2º turno em Minas Gerais. Veja por que o resultado representa empate técnico.
Real Time Big Data: em MG, Lula tem 46%, e Flávio, 44% no 2º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparece com 46% das intenções de voto em uma eventual disputa de 2º turno contra Flávio Bolsonaro, do PL, em Minas Gerais. O senador registra 44%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada em 27 de agosto de 2026.
Apesar da vantagem numérica de dois pontos para Lula, a disputa está tecnicamente empatada. A margem de erro do levantamento também é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que impede apontar uma liderança estatisticamente consolidada.
Votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam responder. Isso significa que um em cada dez participantes ainda não escolheu Lula ou Flávio na simulação apresentada.
O resultado ganha importância porque Minas Gerais possui um dos maiores eleitorados do Brasil e costuma receber atenção estratégica durante campanhas presidenciais. Entretanto, a pesquisa retrata apenas a opinião dos eleitores mineiros entrevistados entre 22 e 26 de agosto. Ela não representa todo o país nem funciona como previsão do resultado final.
Confira os números do 2º turno em Minas Gerais
A pesquisa apresentou aos entrevistados um confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro.
| Resposta | Percentual |
|---|---|
| Lula | 46% |
| Flávio Bolsonaro | 44% |
| Branco ou nulo | 6% |
| Não sabe ou não respondeu | 4% |
Os dados foram publicados pela CNN Brasil com base no relatório do Real Time Big Data.
O instituto testou somente esse cenário de 2º turno para a eleição presidencial em Minas Gerais. Portanto, o levantamento não permite comparar Lula ou Flávio com outros candidatos em uma eventual etapa final.
Lula está vencendo Flávio Bolsonaro em Minas?
Lula possui vantagem numérica, mas os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
A formulação correta é importante. Uma manchete pode informar que Lula tem 46% e Flávio, 44%, mas não deve apresentar o resultado como uma vitória estatística confirmada.
Pesquisas trabalham com uma amostra do eleitorado. Como nem todos os eleitores são entrevistados, existe uma margem de incerteza.
O que significa empate técnico?
Empate técnico ocorre quando a diferença entre os candidatos não é suficiente para indicar, com a segurança estatística adotada pelo estudo, quem está efetivamente à frente na população.
Neste caso:
- Lula aparece dois pontos à frente;
- a margem de erro é de dois pontos;
- os intervalos possíveis dos candidatos se sobrepõem;
- por isso, não existe liderança estatística confirmada.
Isso não significa que a pesquisa “não vale” ou que os números são inúteis. O levantamento mostra que a disputa está equilibrada e que os dois candidatos possuem apoio semelhante no eleitorado mineiro.
Como a pesquisa Real Time Big Data foi realizada?
O Instituto Real Time Big Data entrevistou 2 mil eleitores de Minas Gerais entre 22 e 26 de agosto de 2026.
O estudo foi financiado com recursos do próprio instituto e custou R$ 30 mil, segundo as informações registradas e publicadas pelo Poder360.
Metodologia informada
| Item | Informação |
|---|---|
| Instituto | Real Time Big Data |
| Número de entrevistados | 2.000 |
| Área pesquisada | Minas Gerais |
| Período de entrevistas | 22 a 26 de agosto de 2026 |
| Margem de erro | 2 pontos percentuais |
| Nível de confiança | 95% |
| Contratante | Real Time Big Data |
| Registro no TSE | BR-03147/2026 |
| Valor declarado | R$ 30 mil |
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, conforme determina a legislação. Esse procedimento garante publicidade a informações como contratante, metodologia, questionário, amostra e responsável técnico.
O registro não representa uma certificação dos resultados pelo TSE. A Justiça Eleitoral disponibiliza as informações para fiscalização e transparência.
Como ficou o primeiro turno em Minas Gerais?
O Real Time Big Data também apresentou um cenário estimulado de primeiro turno. Nessa modalidade, os nomes dos candidatos são mostrados aos entrevistados.
Lula aparece com 39%, cinco pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que possui 34%. Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, fica na terceira posição, com 9%.
Resultado do primeiro turno
- Lula: 39%;
- Flávio Bolsonaro: 34%;
- Romeu Zema: 9%;
- Renan Santos: 5%;
- Pablo Marçal: 4%;
- Ronaldo Caiado: 2%;
- Augusto Cury: 2%;
- outros candidatos somados: 1%;
- votos brancos ou nulos: 2%;
- não sabem ou não responderam: 2%.
O grupo identificado como “outros” reúne Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Edmilson Costa, Hertz Dias, Clariana Barão e Wilson Grassi.
Pablo Marçal aparece no questionário, mas está inelegível. A presença em uma pesquisa não significa que uma candidatura esteja necessariamente confirmada ou considerada apta pela Justiça Eleitoral.
A liderança de Lula no primeiro turno está fora da margem?
Lula possui 39%, enquanto Flávio registra 34%. A diferença é de cinco pontos percentuais.
Como a margem informada é de dois pontos, o resultado central coloca Lula numericamente à frente. Os veículos que divulgaram o levantamento classificaram o presidente como líder na simulação de primeiro turno.
Ainda assim, a margem deve ser considerada. Os percentuais exatos da população podem variar, e uma pesquisa não elimina a possibilidade de mudanças durante a campanha.
Além disso, o cenário de primeiro turno apresenta outras candidaturas que ainda podem conquistar ou perder apoio. Eleitores de Zema, Renan, Caiado, Cury e dos demais nomes não migrariam automaticamente para Lula ou Flávio.
Por que a disputa fica mais apertada no 2º turno?
No primeiro turno, os entrevistados possuem várias alternativas. No 2º turno, restam somente dois candidatos, levando os eleitores das candidaturas eliminadas a fazer uma nova escolha.
Uma parcela dos apoiadores de Romeu Zema, por exemplo, pode migrar para Flávio Bolsonaro por proximidade ideológica. Outros podem escolher Lula, votar em branco ou anular.
O mesmo raciocínio vale para eleitores de Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e demais candidaturas.
A pesquisa mostra esse processo de concentração:
| Candidato | Primeiro turno | Segundo turno |
|---|---|---|
| Lula | 39% | 46% |
| Flávio Bolsonaro | 34% | 44% |
| Branco ou nulo | 2% | 6% |
| Indecisos | 2% | 4% |
Lula ganha sete pontos entre os cenários. Flávio cresce dez. Essa diferença sugere que, na simulação, o candidato do PL recebe uma parcela maior dos votos inicialmente destinados a outros nomes.
Entretanto, o levantamento divulgado não detalha toda a transferência entre candidatos. Portanto, não é possível afirmar exatamente de onde vieram todos os novos percentuais.
Qual foi o resultado da pesquisa anterior?
Na rodada anterior do Real Time Big Data, divulgada em 30 de julho, Lula possuía 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro no 2º turno.
Na pesquisa atual, Lula aparece com 46%, enquanto Flávio alcança 44%.
| Rodada | Lula | Flávio | Diferença |
|---|---|---|---|
| 30 de julho | 47% | 43% | 4 pontos |
| 27 de agosto | 46% | 44% | 2 pontos |
Lula oscilou um ponto para baixo, e Flávio, um ponto para cima. Como as duas alterações estão dentro da margem de erro, não é possível confirmar que houve uma mudança real na preferência do eleitorado.
O que se pode afirmar é que ambas as rodadas mostram uma disputa equilibrada. Para identificar uma tendência, seriam necessárias novas pesquisas com a mesma metodologia.
Por que Minas Gerais é tão importante nas eleições?
Minas Gerais possui o segundo maior eleitorado estadual do país, atrás apenas de São Paulo. Seu tamanho faz com que os votos mineiros tenham peso relevante no resultado nacional.
O estado também reúne regiões com perfis econômicos, sociais e culturais distintos. Existem grandes centros urbanos, áreas industriais, municípios agrícolas e comunidades com diferentes níveis de renda.
Essa diversidade faz com que Minas seja frequentemente tratada como um território estratégico pelas campanhas.
Desde a redemocratização, os candidatos que venceram as eleições presidenciais também obtiveram maioria de votos em Minas Gerais. Entretanto, essa coincidência histórica não deve ser interpretada como uma regra inevitável.
Ganhar no estado não garante vitória nacional, assim como uma pesquisa mineira não substitui um levantamento nacional. O valor político de Minas está no tamanho e na diversidade de seu eleitorado.
O resultado de 2022 foi apertado
Na eleição presidencial de 2022, Lula recebeu aproximadamente 50,2% dos votos válidos em Minas Gerais, enquanto Jair Bolsonaro alcançou cerca de 49,8%.
A diferença estreita ajuda a explicar por que o estado continua sendo disputado pelo PT e pelo campo bolsonarista.
Flávio Bolsonaro tentará manter e ampliar o apoio conquistado por seu pai. Lula, por sua vez, buscará preservar a pequena vantagem obtida na eleição anterior.
O que o resultado representa para Lula?
A vantagem numérica em Minas oferece um sinal positivo para a campanha de Lula, principalmente porque o presidente aparece à frente no primeiro turno.
No entanto, o empate técnico na etapa final demonstra que seu apoio não está consolidado. A campanha precisará impedir a migração de eleitores de outras candidaturas para Flávio.
Entre os possíveis objetivos estão:
- manter a preferência dos atuais apoiadores;
- conquistar parte dos eleitores de Zema;
- ampliar o desempenho nas regiões metropolitanas;
- defender as ações do governo federal;
- responder às preocupações sobre economia e segurança;
- reduzir a rejeição;
- aproximar-se dos eleitores indecisos.
Lula terá o maior tempo no horário eleitoral presidencial, com 5 minutos e 31 segundos por bloco. Parte dessa exposição poderá ser usada para destacar políticas federais com impacto em Minas Gerais.
O que o resultado representa para Flávio Bolsonaro?
Flávio aparece cinco pontos atrás no primeiro turno, mas reduz a diferença para dois no confronto direto.
Esse movimento mostra que o senador pode reunir uma parcela expressiva do eleitorado de oposição caso avance ao 2º turno.
Seu desafio consiste em crescer na primeira etapa sem depender exclusivamente da transferência futura de votos. Para isso, a campanha precisa apresentar Flávio como candidato próprio e, ao mesmo tempo, preservar a base ligada a Jair Bolsonaro.
Entre suas prioridades em Minas poderão estar:
- atrair eleitores de Romeu Zema;
- conquistar conservadores que ainda não escolheram candidato;
- melhorar o desempenho entre mulheres;
- apresentar propostas econômicas e de segurança;
- aproveitar a estrutura do PL;
- reduzir sua rejeição;
- aproximar-se de setores produtivos e lideranças municipais.
Flávio terá 4 minutos e 20 segundos por bloco no horário eleitoral gratuito, o segundo maior tempo entre os candidatos presidenciais.
Qual é o papel de Romeu Zema nessa disputa?
Romeu Zema aparece com 9% no primeiro turno em Minas, seu principal reduto político. Embora esteja distante de Lula e Flávio, seus eleitores podem ter papel importante em um eventual confronto entre os dois líderes.
O posicionamento de Zema após o primeiro turno poderá influenciar parte de sua base, mas nenhum apoio político transfere votos automaticamente.
Eleitores avaliam propostas, rejeições e circunstâncias da campanha. Alguns podem seguir a orientação do candidato eliminado, enquanto outros tomarão decisões independentes.
Além disso, Zema tentará crescer durante a propaganda eleitoral. Como sua candidatura não possui tempo no horário gratuito presidencial, dependerá mais de redes sociais, entrevistas, debates e agendas públicas.
A propaganda na TV já influenciou o levantamento?
Não diretamente. As entrevistas terminaram em 26 de agosto, e o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começaria em 28 de agosto.
Portanto, os dados foram coletados antes da estreia dos programas eleitorais.
A campanha nas ruas e na internet já estava autorizada desde 16 de agosto. Os participantes podem ter sido expostos a anúncios digitais, declarações, entrevistas e notícias, mas não aos blocos oficiais na TV.
As próximas pesquisas poderão captar mudanças após o início da propaganda. Mesmo assim, qualquer alteração também poderá estar ligada a debates, crises, notícias econômicas ou alianças.
Como interpretar corretamente a pesquisa em Minas?
Para evitar conclusões enganosas, o leitor deve considerar cinco pontos:
- o levantamento representa Minas Gerais, não o Brasil inteiro;
- Lula e Flávio estão tecnicamente empatados no segundo turno;
- a vantagem do presidente é numérica, não estatisticamente confirmada;
- os dados retratam o período de 22 a 26 de agosto;
- uma pesquisa isolada não prevê o resultado da eleição.
Também é recomendável comparar pesquisas realizadas por outros institutos. Metodologias diferentes podem produzir resultados distintos sem que isso represente necessariamente uma irregularidade.
O mais importante é acompanhar tendências ao longo do tempo, observar a margem de erro e verificar se os levantamentos estão devidamente registrados no TSE.
Quais fatores podem mudar o cenário?
A eleição ainda será influenciada por vários acontecimentos:
- propaganda eleitoral;
- debates presidenciais;
- entrevistas;
- desempenho da economia;
- preços e poder de compra;
- políticas de segurança;
- alianças estaduais;
- apoios de candidatos eliminados;
- decisões da Justiça Eleitoral;
- nível de rejeição;
- comparecimento às urnas.
Em uma disputa separada por apenas dois pontos, pequenas mudanças podem alterar a ordem numérica.
Os 10% que declararam voto branco, nulo ou indecisão também merecem atenção. Entretanto, nem todos escolherão um candidato até a eleição. Parte poderá manter o voto inválido ou não comparecer.
Conclusão
A pesquisa Real Time Big Data mostra Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% em uma eventual disputa de 2º turno em Minas Gerais.
Apesar da vantagem numérica do presidente, o resultado representa empate técnico. A diferença de dois pontos equivale à margem de erro do levantamento.
No primeiro turno, Lula aparece com 39%, seguido por Flávio, com 34%, e Romeu Zema, com 9%. A comparação indica que o candidato do PL recebe mais votos de outras candidaturas quando a disputa é reduzida a dois nomes.
A orientação prática ao leitor é acompanhar as próximas rodadas depois do início da propaganda eleitoral na televisão. Somente uma sequência de pesquisas poderá mostrar se a vantagem numérica de Lula se mantém, aumenta ou desaparece no eleitorado mineiro.